Trabalhadores Cristãos querem «medidas concretas» contra injustiças feitas às mulheres

| 2019-03-06

Movimento Operário Coreano escreveu uma mensagem sobre o tema «antes de ser mulher, uma mulher é um ser humano»

O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) afirma na mensagem para o Dia Internacional da Mulher, que se assinala esta sexta-feira, que “a violência e a discriminação” contra as mulheres persistem na “posição social, nas oportunidades, e no tratamento”.

No documento enviado enviada hoje à Agência ECCLESIA, pela Liga Operária Católica em Portugal (LOC/MTC), são exigidas “medidas concretas contra injustiças” de que as mulheres são vítimas, como as afetadas pela violência doméstica e a discriminação, as que sofrem de assédio sexual, desigualdades salariais e precariedade laboral, a temporalidade e salários baixos que “não permitem subsistir”.

O MMTC sugere uma “educação sexual” que sensibilize para a igualdade de género e “denuncie a irracionalidade de certas práticas” com as mulheres, como a excisão de meninas, a escravatura feminina, “o trabalho forçado de meninas, o matrimónio forçado de jovens migrantes”.

“O problema radica na normalidade com que se assume esta situação. Assim, nas famílias, nos lugares de trabalho, nos bairros,… a violência e o assédio sexual deixa-as indefesas; e em nome da tranquilidade do sistema e da prosperidade económica, continua a explorar-se física e moralmente as trabalhadoras sem forças para resistir”, alerta.

O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos explica que a “violência e a discriminação” em relação às mulheres também se verifica nos países democráticos onde se supõe que “a lei garanta a igualdade de direitos entre homens e mulheres”, mas os meios de comunicação “continuam a denunciar a existência de violações e ataques”.

A mensagem assinala que para se mudar a cultura da violência contra as mulheres ainda “resta um longo caminho a percorrer” e a primeira coisa a desenvolver é “uma luta solidária pela justiça e libertação” para recuperar a “identidade e a dignidade como ‘rosto de Deus’”.

O movimento cita o Catecismo da Igreja Católica (2393) – “Ao criar o ser humano, homem e mulher, Deus confere a dignidade pessoal de maneira idêntica a um e a outra” – para explicar que Deus “convida a construir juntos uma comunidade humana em dignidade”.

‘Antes de ser mulher, uma mulher é um ser humano’ é o título da mensagem do MMTC, que foi escrita pelo Movimento Operário Coreano, para o Dia Internacional da Mulher 2019, no próximo dia 8 de março, instituído pela Organização das Nações Unidades, em 1975.

(Agência Ecclesia/CB/PR)

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